Quinta-feira, Junho 18, 2009

Reproduzindo o debate, sobre o Serviço Social Clinico no Brasil

"Mensagem ao Cress

Hoje é dia 14/06/09. Dois dias após o dia dos namorados e é o dia do “Parada Gay” em SP, portanto, envio esta mensagem ao CRESS e ao Blog “Práticas Terapêuticas” imbuída de sentimentos de amor, fraternidade, equidade, liberdade, justiça e outros que nutrem nossa vida, que nos dão certeza de que caminhar pelas veredas da defesa dos direitos humanos e da justiça vale a pena!
Porque envio esta mensagem a aparentemente dois pólos opostos? Por ingenuidade podem dizer alguns...Envio concomitantemente porque neste momento, ainda acredito que estas duas forças dentro da profissão caminham na mesma direção, apenas utilizando instrumentos diferentes. Acredito que ambas visam o empoderamento do usuário, o ativamento de suas redes sociais de relacionamento e institucionais, a busca de recursos próprios e sociais existentes, o esclarecimento quanto a igualdade e seus direitos sociais. Ambas querem que o homem se emancipe e a cada dia mais diminua a desigualdade entre Classes Sociais, Homens e Mulheres, Adultos e Crianças, Raças, Credo, enfim tudo que possa deixar um ser humano subjugado a outro. Ambas trabalham arduamente para que um dia as diferenças que oprimem deixem de existir, sejam elas de ordem econômicas, financeiras, culturais, biológicas, etc.
Vivemos um momento profissional tenso, mas temos que transformar este campo de disputas, não em um campo de confronto, mas um campo de troca de idéias e experiências para tornar ainda mais rica a nossa profissão!
Tenho a dizer que a Terapia Familiar com as suas teorias/metodologias/instrumentos tem contribuído muito para o Serviço Social, principalmente aos profissionais que trabalham com famílias. Também o Serviço Social tem contribuído enormemente para a Terapia Familiar. Veja que a primeira Escola de Terapia Familiar foi instalada por Virgínia Satir uma assistente social, ou mesmo quem ousa utilizar um genograma sem ter lido Mônica McGoldrick? Ou ainda, a história da Terapia Familiar no Brasil pode ser contada sem se falar em Sandra Olga Fedullo Colombo? Tem algum assistente social que trabalha com Famílias institucionalmente que ainda não leu o livro “Família: Redes, Laços e Políticas Públicas” organizado por Maria Amália Faller Vitale?
Então, conjunto CFESS/CRESS e ABRATEF e suas regionais, vamos trocar saberes e poderes e juntos tentarmos produzir algo muito melhor! A população brasileira merece isto!"

Maria de Lourdes Boher Antonio

Assistente Social

( Desde 1985 até os dias atuais aprendendo, tentando melhorar a atuação e a profissão como Especialista em Serviço Social, Especialista em Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes; Especialista em Terapia Familiar e de Casal; Mediadora Familiar; Professora em cursos de Graduação e Pós-graduação; Mestre e Doutoranda em Serviço Social PUC-SP.)

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